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Curiosidades

Missão MAIA da NASA mapeia poluição do ar com sensores em Adis Abeba

Dez sensores terrestres da missão Multi-Angle Imager for Aerosols (MAIA) da NASA medem PM2.5 e carbono negro em Adis Abeba há três anos, revelando variações diárias e sazonais da poluição com relevância para cidades de vários países.

Por Redação Tem Papo 24/08/2026 6 min de leitura
MAIA Air Sensor at Work in Addis Ababa (PIA26698)

A NASA divulgou imagens e dados sobre sensores de qualidade do ar da missão Multi-Angle Imager for Aerosols (MAIA) instalados em Adis Abeba, capital da Etiópia. Um equipamento montado em telhado aparece como parte de um conjunto de dez unidades usadas para examinar a poluição local com elevado grau de detalhe. Esses aparelhos terrestres integram a rede já em operação da missão e permitem acompanhar a qualidade do ar na capital etíope de forma sistemática.

Esses sensores terrestres concentram-se no material particulado com diâmetro de 2,5 micrômetros ou menos, conhecido como PM2.5, uma das formas mais letais de poluição do ar no mundo. O carbono negro, ou fuligem, é descrito como componente importante dessa poluição na cidade e resulta de veículos a diesel, fogueiras e outras fontes de combustão. As medições detalhadas dos sensores da MAIA revelam como a poluição muda conforme a hora do dia e a estação do ano, com registros que mostram os níveis de partículas observados na capital etíope.

Localização dos sensores e escala de qualidade do ar

Um mapa da capital etíope indica as posições dos dez sensores da missão MAIA. Durante três anos, os aparelhos registraram níveis de PM2.5. A barra de cores associada ao mapa mostra variações de 20 a 40 microgramas por metro cúbico entre as estações de monitoramento, com o vermelho mais escuro correspondente à pior qualidade do ar. O mapa oferece um dos olhares mais detalhados já obtidos sobre a poluição atmosférica de Adis Abeba e situa as diferenças entre os pontos de medição distribuídos pela cidade.

As leituras detalhadas revelam mudanças na poluição conforme a hora do dia e a estação do ano. Há elevações ligadas ao tráfego nas horas de maior movimento e a celebrações de feriados. Os achados são relevantes para cidades de diversas regiões do planeta, inclusive nos Estados Unidos. Os sensores montados em telhado fazem parte da rede terrestre já em operação da missão Multi-Angle Imager for Aerosols.

Carbono negro e estimativa de impactos globais

Mapping Air Pollution With MAIA Sensors in Addis Ababa (PIA26694)
NASA/JPL-Caltech — licença Public domain, via Wikimedia Commons. Origem: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Mapping_Air_Pollution_With_MAIA_Sensors_in_Addis_Ababa_(PIA26694).png

Entre as variedades de PM2.5, o carbono negro tem sido associado a efeitos sobre baixo peso ao nascer, desenvolvimento cerebral, condições respiratórias e mortalidade prematura. O Relatório State of Global Air de 2025, citado no trabalho científico relacionado às medições, estima que essas partículas — algumas suficientemente pequenas para entrar na corrente sanguínea humana — estão ligadas a cerca de 4,9 milhões de mortes em excesso por ano em escala mundial.

Na Etiópia, a geração de carbono negro costuma estar ligada a veículos a diesel, fogueiras e demais processos de combustão. Os sensores da MAIA registram essas dinâmicas na capital etíope. A rede terrestre documenta variações ao longo do dia e das estações, com picos associados a períodos de maior circulação e a eventos festivos. O carbono negro permanece como componente importante da poluição por material particulado fino em Adis Abeba, segundo as informações divulgadas pela NASA.

Regiões estudadas e observatório espacial

A pesquisa de poluição atmosférica da MAIA está voltada para cerca de uma dúzia de regiões ao redor do globo. Entre elas figuram três áreas nos Estados Unidos centradas em Los Angeles, Atlanta e Boston. A missão consiste em uma rede de sensores terrestres já em operação e em um observatório espacial.

O observatório utiliza uma câmera construída no Jet Propulsion Laboratory da NASA. O lançamento deve ser feito pela Agência Espacial Italiana (ASI) em satélite da própria ASI, em data não anterior ao final de 2027. A câmera foi concebida para auxiliar na identificação de diferentes tipos de aerossóis de PM2.5 a partir da maneira como refletem a luz, o que possibilita mapear concentrações de partículas sobre cada região acompanhada pela missão. A rede de sensores no solo e o observatório espacial com a câmera do Jet Propulsion Laboratory compõem os elementos descritos para o estudo das regiões selecionadas.

Padrões urbanos e alcance da rede MAIA

Cross-sectional view of MAIA Section3page2 Figure2
NASA / JPL — licença Public domain, via Wikimedia Commons. Origem: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Cross-sectional_view_of_MAIA_Section3page2_Figure2.jpg

Os três anos de medições de PM2.5 nas dez estações de Adis Abeba fornecem registros dos níveis de poluição na capital etíope. O foco das medições está nas partículas de 2,5 micrômetros ou menos e no carbono negro. A missão Multi-Angle Imager for Aerosols mantém a rede terrestre ativa enquanto o observatório espacial permanece em preparação para lançamento.

A pesquisa abrange cerca de uma dúzia de regiões no planeta, com três áreas nos Estados Unidos centradas em Los Angeles, Atlanta e Boston. A câmera do observatório, construída no Jet Propulsion Laboratory da NASA, foi projetada para identificar diferentes tipos de aerossóis de PM2.5 com base na forma como refletem a luz, possibilitando mapear as concentrações de partículas sobre cada região estudada. O lançamento será realizado pela Agência Espacial Italiana (ASI) em satélite da ASI em data não anterior ao final de 2027.

O equipamento montado em telhado em Adis Abeba é um dos dez sensores usados pela missão MAIA para estudar a qualidade do ar da cidade. O material particulado PM2.5 e o carbono negro, produzido por veículos a diesel, fogueiras e outras fontes de combustão, estão no centro das medições realizadas. A rede de sensores terrestres já se encontra em operação, conforme descrito pela NASA.

O Relatório State of Global Air de 2025 estima que partículas de PM2.5, algumas capazes de entrar na corrente sanguínea, estão ligadas a cerca de 4,9 milhões de mortes em excesso por ano em escala global. O carbono negro, em particular, tem sido ligado a impactos sobre baixo peso ao nascer, desenvolvimento cerebral, condições respiratórias e mortalidade prematura. A missão MAIA da NASA reúne a rede terrestre de sensores e o observatório espacial com câmera do Jet Propulsion Laboratory para o acompanhamento das regiões selecionadas.

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Fontes consultadas